E tudo volta como em um súbito e profundo suspiro, durando por segundos e desaparecendo novamente, aliviando a abstinência constante e irreparável. Concluo então que a habilidade de escrever é esporádica e momentânea. Tudo se vai em questão de instantes. Retorno em meio aos minutos inquietos das minhas reflexões solitárias e vou-me embora novamente entre o vazio das telas brancas e das palavras ausentes.
Nada de poesias, textos, trechos, frases, sílabas juntas fazendo algum, ou nenhum, sentido. Nada de começo nem de fim. Fica pairando entre o tudo e o nada. Meios sem lados que se encontram.
Mas eu sempre volto. Ainda que por segundos…