Monthly Archive for janeiro, 2006

.paradoxal

“… um conjunto de idéias dispostas a formar algo concreto e palpável, porém sem grandes pretensões de se tornar real. Inconstâncias constantes, intempestividades equilibradas, paradoxos evidentes. Metade de um todo que se perdeu. Ou quem sabe, de um todo que nunca existiu”

É, eu ainda estou dormindo…

ZzzZZzzZZzzz…

.palavras

Um começo. Um impulso. Preciso, agora, já! Palavras, pensamentos, frases incertas, desconexas. Nada faz sentido.

E algum dia fez?

Elas fogem, se escondem, plantam em mim a incerteza de tê-las imaginado, ou não. Sonho, delírio, visões? Nada sei. Nada lembro. Amnésia quase constante. Fogem, corre, pega!

Olhei a tela branca, assim, tão singular. Pensei em falar sobre ausência. Só pensei. Como se adivinhassem, elas apareceram, como peças de um quebra-cabeça, jogadas sobre o branco a minha frente.

Tentei, em vão, montá-las. Faltavam peças, mas continuei montando, juntando, imaginando, inventando…

… quanto ando.

Um buraco aqui, outro ali. O que contemplo é um vulto, um esboço, imaginação?

Recordei Drummond…

As palavras não nascem amarradas,
elas saltam, se beijam, se dissolvem,
no céu livre por vezes um desenho,
são puras, largas, autênticas, indevassáveis.

.. e entendi, então, o porquê de tudo. Ou, quem sabe… quase tudo.