
Foto por Gilson Lorenti
933 dias haviam se passado quando, finalmente, nos encontramos no altar. Dias longos, curtos, de muito frio ou calor, tristes, silenciosos, marcantes, inesquecíveis. Dias mais que suficientes para compartilharmos o conhecimento necessário acerca um do outro, pelo menos até o momento. E eu que não acreditava mais em dias assim, finalmente, e felizmente, me convenci de estar completamente enganada.
Foram 933 dias intensos, em sua maioria. Os que não foram, valor também não deixaram de ter. A vida sempre nos reserva períodos de inércia emocional, ou algo parecido, para que possamos nos encontrar em meio as tão necessárias reflexões e nos livrar de tudo que não faz parte da nossa essência. Só os melhores sentimentos sobreviveram. Só dependeu de cada um, de mais ninguém.
E o momento chegou. Quando o vi de longe, lá no fundo do corredor extenso, me olhando e sorrindo timidamente, todos os músculos do meu corpo sorriram juntos, proporcionando uma felicidade impossível de expressar. Nessa hora nada se pensa, prevalece o sentir. Tudo passa em um piscar de olhos, mas nem a fugacidade é capaz de apagar o sorriso do rosto e tirar a leveza da alma.
Enfim, casamos. Foi tudo lindo e perfeito. Mas como para cada noiva é perfeito ao seu modo, detalhes são detalhes. No final das contas o que ficam são as memórias, as pessoas, os abraços, a celebração do amor.
Hoje faz 18 dias. Seria superficial dizer que estou feliz. Estou muito mais que feliz. Estou completa, dentro das possibilidades que me cabem. Descubro a cada dia um motivo diferente que me impulsiona a ser um pessoa melhor, e mais ainda: tenho ao meu lado alguém disposto a compartilhar toda essa evolução e essa nova vida que se iniciou.
Então, só me resta dizer: meu amor, eu te amo.