cria a cria.
4 de janeiro de 2009Comprei um caderno de desenho. Uau!
Tá, mas e agora?
:O
Comprei um caderno de desenho. Uau!
Tá, mas e agora?
:O
O outro lado de todas as coisas quase sempre vai além da nossa vontade de alcançá-lo. O outro lado de uma perda, o outro lado de um tropeço, de uma tempestade, de uma separação, de um desentendimento, o outro lado de todos os outros lados.
Seria bom saber alcançar todos os lados de tudo que nos rodeia, mas interessa ao ser humano essa capacidade possuir? E quem sabe responder? Só sabemos que aquilo que está mais perto é mais confortável e mais facilmente aceitável. Então, no final, pra que tantas opções? Escolher cansa.
Vejo tanta superficialidade rodeada de meias palavras que a aflição transforma-se gradativamente em revolta. Mas depois passa. Quase sempre passa. Porque sempre haverá o outro lado…
Aquele que poucos conhecem e que a maioria nem sequer irá conhecer.
Escrever, escrever, escrever…
Toda vez que vejo a palavra “escrever” no topo da página inicial do blog chega me dá uma agonia conhecida. As mãos se perdem, os dedos endurecem, tocando as teclas como quem tocam em algodão… sem direção. Só encostam, brincam, sentem o gostinho das letras na ponta de cada um. O indicador é mais atrevido, vai logo nas palavras mais difíceis, mas sem sucesso. Recua sempre quando não encontra as palavras mais fáceis para complementar o raciocínio que parece ser tão, tão… fugaz.
Após algumas idas e vindas, a mão continua seu ballet por sobre o teclado frio e indiferente ao que meus instintos teimam em acreditar ser inspiração.
E na espera constante de todos os dias, cada minuto faz parte de um todo que sempre atinge o momento que precisa atingir. Se precisa ir, vai. Se precisa chegar, chega. Se precisa acontecer, acontece. Nada é perdido, tampouco em vão. Perdidas são as nossas inconstâncias repentinas, sem explicações nem justificativas. Independente delas, o tempo sempre passa. Cada minuto passa por dentro de um espaço de tempo que ninguém é capaz de compreender.
Olá! Esse é o Jurandir. Diga “oi” ao Jurandir, senão o Jurandir fica triste. Isso. Olá Jurandir. Olá! Olá! O Jurandir nasceu hoje. O Jurandir é feio. Mas tudo bem. O Jurandir não liga. Afinal, o Jurandir… é o Jurandir, ora.
Agora, diga “tchau” ao Jurandir. O Jurandir precisa ir. Está atrasado para a aula de ballet.

oimparcial.uol.com.br
Hoje eu quero melhorar.
Quero crescer.
Ser.
Estar.
Sentir.
Sorrir.
Deixar.
Pegar.
Gritar.
Olhar.
Suspirar.
Ouvir.
Falar.
Silenciar.
Andar.
Deitar.
Pensar.
Abraçar.
Amar.
Beijar.
Comer.
Beber.
Dançar.
Ler.
Meditar.
Divagar.
Sonhar.
Perder.
Ganhar.
Achar.
Dialogar.
Prosear.
Estudar.
Começar.
Terminar.
Refazer.
Tentar.
Conseguir…
… mais uma vez…
… Viver.
E ainda acontece, no fim de um dia qualquer, de dizermos a nós mesmos que não fizemos nada…
http://www.kerismith.com/funstuff/100ideas.htm
Legal esse site. Será que assim eu consigo escrever? Vamos tentar…
2. Write a letter to yourself in the future
Olá Senhora Bianchi,
Como a senhora está? Espero que com alguns quilos a menos e não tanto rabugenta como da última vez que nos vimos!
Fiquei sabendo que a senhora entrou para o clube da terceira idade! Ah-ráá, danadinha, hein! Só nas baladinhas né… Fora isso, o que tem feito? Parou de torturar as criancinhas do vizinho? E de atirar com espingardinha de chumbo nos pombos da praça? Tá ficando muito rebelde… assim não pode, assim não dá.
[espaço reservado para escrever mais bobeiras]
Mas enfim, só escrevo para dizer que daqui a alguns anos nada disso será verdade (ou será?), mas que é muito legal imaginar algo que nem sequer conseguimos ter noção. Pois ainda que tudo seja parcialmente planejado, sabemos que nem sempre acontece como imaginamos. Mas desejo que seus bailes da terceira idade sejam animadérrimos, que você seja uma tiazona enxuta e que seus vizinhos pentelhos sejam mudos.
Boa noite, mademoiselle…
Hehehe, é… não foi desta vez…
Peguei um livro hoje, “The Bridges of Madison Country”, em inglês (por sinal o filme é excelente). Mas se com os livros e revistas em Português eu durmo em menos de 10 minutos, imagina com esse. Seria diferente? Conseguiria eu atingir a marca histórica de 20 minutos acordada? Óh céus… quem poderá nos ajudar?
So let’s go!
“corro para dentro de mim como quem corre para fora do mundo”
…
“… um conjunto de reticências entregue ao que chamamos de incertezas, medos e introspecções…”
…
Quando criança eu achava que poderia ser uma pintora famosa, ou uma desenhista de expressão. Rabiscava tudo que aparecia pela frente, um desastre. Devo ter sido responsável pelo desmatamento de metade da floresta Amazônica, mas mesmo assim era um sonho imaginar uma vida rodeada de arte.
Aí depois, quando já sabia escrever quase tudo direitinho, achava que poderia ser uma grande escritora, mesmo sem saber contar histórias. Tive dezenas de cadernos, todos cheios de grandes reflexões de dar inveja a qualquer sábio da nossa história (deboche ON). Não faço idéia que fim deram os cadernos, mas sinto saudades daquela facilidade em escrever, em se deixar levar pelas palavras, em criar.
Aí depois, mais velha e tendo que optar por uma profissão, pensei em psicologia. Pensei, pensei, e cheguei a conclusão que não tinha muito a ver, mas eu achava muito bacana a idéia superficial de trocar idéias com quem precisa, e dessa forma poder ajudar. Digo superficial, porque na verdade vai muito mais além. Mas hoje não imagino nada além de uma grande confusão gerada por mim na cabeça dos pacientes. Cruzes!
Mas no final das contas, depois de tanto imaginar e só para seguir o padrão de escolhas semelhantes, optei pela informática. Aaaaah, a informática. Que coisa, não?
Aí acabou todo o glamour.
The end.
Dia desses eu estava fuçando sobre estereogramas, agora são as imagens que podem ser “ouvidas”. Legal, mas… como? Estava lendo no site da BBC uma reportagem sobre a descoberta de um novo tipo de sinestesia em que pessoas “ouvem” aquilo que estão vendo. No caso, a imagem abaixo:
www.bbc.co.uk/portuguese/pop/080807_video_pontos_pop.shtml
Fiquei por minutos olhando, olhando, olhando… e nada. Acho que minha capacidade de abstrair coisas e lidar com o “desconhecido” é bem pequena, e isso me leva a pensar no constante hábito que temos de nos limitar, em diversos sentidos.
E não, não tenho conclusão para o post. Foi só para colocar o link mesmo ![]()
Muitas luzes e cores. Alguns falam em Inglês, outros tentam. Puffs cor-de-rosa, verde limão, azul, cor-de-rosa novamente. Duas mesas no centro de tudo, e seus respectivos vasos. O sino da Catedral acaba de tocar. Ele toca todos os dias. Ele toca de 15 em 15 minutos. Faz calor, faz frio, vai chover?
A porta em frente diz: homens. A do lado: mulheres. Existe outra mais além, com uma xícara de café desenhada em uma plaquinha verde. Sugestivo. Acaba de entrar alguém lá. Hora de lanchar. O cheiro é bom, cheiro de limpeza, de perfumes. Vários perfumes, cheiros, naturezas. Mistura tudo, e tudo vira, no final das contas, nada.
Já se passaram dez minutos. Agora mais um. A parte em que tudo que acontece acaba parando em um livro fica implícita, ninguém sabe responder. Você sabe? O que se fez nesses dez minutos? Alguém sabe?
Os dias passam sem que sequer sintamos o peso sutil dos mais simples acontecimentos.
De que adianta eu trocar o layout do blog trilhões de vezes se eu não escrevo nada que se aproveite aqui?
Já conheço essa novela…
Acho que vou postar no blog só com estereogramas a partir de hoje…
Esse fui eu que criei aqui, mas recebi um ontem e até agora não consegui visualizar, mesmo sabendo o que está escrito. Livrinhos e mais livrinhos de figurinhas depois, olhos vesgos, olhos embaçados e já não enxergando mais nada… eis que: ainda não consegui.
¬¬